Por Marcelo "22" Borzino
É com grande tristeza que escrevo este artigo sobre
a mais eficaz, porém ardilosa, técnica de
descida com parapente: a espiral simétrica. Só
no ano passado foram noticiadas em revistas estrangeiras
de vôo pelo menos quatro mortes de pilotos que a
estavam realizando e foram "até o chão"
sem que conseguissem sair da configuração.
E, por incrível que pareça, estes pilotos
estavam voando parapentes homologados DHV 1-2 ou 2, sendo
certo ainda que todos estavam dentro dos limites de peso
designados pelas respectivas fábricas (desconheço
se as seletes utilizadas estavam dentro dos padrões
de homologação). Recentemente um semelhante
problema ocorreu com um irmão nosso que também
voava um parapente DHV 1-2 aqui em terra brasilis, e este
foi, sem dúvida, um dos motivos que me levaram
a querer compartir o pouco conhecimento que possuo acerca
da matéria. Pode-se dizer que é uma tentativa
de erradicar, de uma vez por todas, o mito da "espiral
sem fim" (melhor seria dizer: "com fim chocante"
- literalmente), onde o piloto mesmo detentor de suas
perfeitas faculdades mentais e físicas e voando
uma vela dita "mansa" não mais consegue
sair da manobra depois de "bem engatada". É
claro que existe a possibilidade de o piloto perder a
consciência durante a manobra em função
da enorme força G a que está submetido,
e isso também será analisado ao longo deste
estudo.
O que acontece então? Não deveriam os
parapentes dotados de tais homologações
saírem sozinhos das referidas espirais? Se um
parapente detém a chamada "estabilidade
positiva", posso deixar de comandar a saída
da espiral sem me preocupar? Estas e outras perguntas
surgem a partir do momento em que passamos a analisar
as diferentes configurações possíveis
para uma "simples espiral".
Aliás, assim como muitos leitores provavelmente
estão perplexos com a notícia da existência
de "diferentes configurações de uma
espiral simétrica", devo dizer que, para
minha surpresa, também notei essa mesma perplexidade
por parte de muitos instrutores com quem conversei pela
primeira vez sobre o assunto. Ou seja, também
a grande maioria dos instrutores de parapente aqui no
Brasil desconhece (ou até pouco desconhecia)
as diferentes possibilidades de configuração
de uma espiral simétrica. Não estou me
referindo somente às diferentes intensidades
que uma espiral simétrica pode atingir, mas sim
às diferentes características quanto ao
ângulo de inclinação da vela, à
posição desta em relação
ao piloto, à velocidade tangencial do piloto,
à taxa de afundamento do conjunto e, principalmente,
à necessidade ou não de o piloto comandar
a saída da manobra. Logo, não se trata
apenas de entrar em uma espiral "mais" ou
"menos" forte, com "maior" ou "menor"
taxa de afundamento, com "maior" ou "menor"
centrifugação, mas, sobretudo, de se saber
que as variações destes fatores são
inerentes às diferentes configurações
da manobra. Engana-se aquele que pensa serem todas as
espirais simétricas manobras com configurações
semelhantes, diferenciando-se umas das outras por ângulos
de inclinação da vela e diferente intensidade
das energias envolvidas. É bem mais que isso
na verdade, como passarei a demonstrar.
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Antes de tudo, todavia, quero deixar
bem claro que este texto não serve, em hipótese
alguma, de manual para a realização
das manobras aqui comentadas e, se alguém
quiser exercitar as técnicas aqui descritas,
deve necessariamente consultar antes um instrutor
qualificado para que se certifique daquilo que irá
fazer (melhor ainda se for sobre a água e
se houver o acompanhamento por parte do profissional).
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Sobre a falácia: "estabilidade positiva"
em matéria de espiral
Em primeiro lugar insta esclarecer o significado da
expressão "estabilidade positiva" em
matéria de espiral, tão venerada por muita
gente até então quando se fala de parapente
com baixa homologação. Segundo a "sabença
técnica" diz-se que um parapente tem estabilidade
"positiva" quando o mesmo tende a sair espontaneamente
de uma espiral simétrica assim que o piloto pára
de comandar a manobra. Caso o parapente permaneça
em espiral, mas com a mesma intensidade, diz-se que
sua estabilidade é "neutra", e "negativa",
se, ao contrário, aumenta ainda mais essa intensidade.
Tanto nos próprios manuais, como nas fichas
de homologação das velas vem indicado
seus respectivos tipos de estabilidade, seja nominando-os
especificamente, seja através do sistema de graduação
para cada manobra testada, e que deverá ser interpretado
à luz das regras impostas pelo mesmo órgão
de homologação. Isso faz com que a maior
parte dos pilotos ao ler que sua vela "sai sozinha
da espiral caso o piloto não reaja" fique
indevidamente despreocupada com a manobra. Some-se a
isto o fato de em geral não fazerem espirais
fortes com muita freqüência e, pronto: está
aí a condição criada para um possível
incidente.
Esta afirmativa segundo a qual "a vela sai sozinha
da espiral quando possui a dita estabilidade positiva"
é verdade em parte, logo, trata-se de uma verdade
relativa (e não as serão todas?). Isto
porque o conceito de estabilidade positiva adotado pelo
DHV, por exemplo, é sempre relativo a uma espiral
de até 14 m/s de taxa de descida, ou seja, o
que o órgão garante é que a vela,
caso homologada em uma categoria "baixa",
sairá espontaneamente da manobra com maior ou
menor facilidade dependendo da categoria da vela, mas,
repito, sempre com espirais de até 14 m/s e nada
mais1! Portanto, esse
papo de que vela DHV 1-2, por exemplo, tem sempre que
sair sozinha de uma espiral é pura lenda e, particularmente,
penso ser muito perigoso ver instrutores brandindo-o
aos quatro ventos.
E porque os testes do DHV são relativos somente
a espirais de até 14 m/s? Bem isto obviamente
tem um razão de ser e só entenderemos
esta questão se voltarmos um pouco no tempo,
mais especificamente para meados dos anos 90, quando
pilotos de teste e técnicos do DHV não
conseguiam compreender o porquê de velas pouco
alongadas e com grandes bocas (que até determinado
momento vinham passando nos testes de homologação
com notas 1 ou 1-2) simplesmente não saíam
de uma "simples" espiral com, por exemplo,
18 m/s de taxa de afundamento.
Bruce Goldsmith, quem recentemente escreveu um excelente
artigo sobre o tema na Cross Country Magazine2,
o qual recomendo a todos a leitura, explica que na verdade
existem dois tipos de configurações para
as espirais simétricas: a "regular spiral"
e a "over the nose spiral", sendo justamente
aí que residiria a problemática da estabilidade
positiva para parapentes. Particularmente acho preciosismo
deste notável piloto e projetista (aliás,
um dos meus primeiros ídolos neste esporte) a
defesa desta divisão das configurações
de espiral em duas espécies, pois uma tal divisão
implica sempre no estabelecimento de critérios
objetivos para a diferenciação das duas
e, com a constante evolução tanto da técnica
de pilotagem, como dos projetos das velas, acredito
ser impossível a fixação destes
parâmetros de maneira 100% segura, pelo menos
não no atual "estágio da arte".
Explicarei o motivo desta discordância, mas antes
vejamos o que significa e como entrar e sair de cada
uma dessas configurações.
A "regular spiral": entrada e manutenção
da configuração
Esta é a clássica espiral simétrica,
onde o piloto através do acionamento progressivo
de um dos freios, e jogando o corpo para o mesmo lado,
inicia um movimento circular com a vela, que vai se
intensificando até chegar a um ponto em que a
taxa de afundamento atinge valores altos e se estabiliza
, fazendo com que o piloto fique submetido a uma grande
força G e também a uma grande velocidade
tangencial. Normalmente não se ultrapassa os
4 G´s em uma "regular spiral" (tive
a oportunidade de fazer alguns testes com um "G-meter"
e pude pessoalmente verificar que dificilmente atingiremos
um G superior a 5 com os parapentes atuais) ou os 70
km/h de velocidade angular, não obstante já
se tenha notícia de que o piloto Raul Rodriguez
(e provavelmente outros também) tenha atingido
uma velocidade angular superior a 100 km/h e 4.9 G´s
(mas até aí tudo bem, pois o Raul não
se encaixa nessa categoria dos que "normalmente"
fazem algo em termos de parapente). Existem ainda outros
tipos de entrada na configuração como,
por exemplo, o aproveitamento da saída de um
movimento pendular ou mesmo de um giro centrifugado
na saída de um colapso assimétrico. Todas
essas variações na entrada da espiral
simétrica são adaptações
dos princípios básicos da manobra, onde
o piloto aproveita a trajetória circunferêncial
do conjunto para, acionando o freio do mesmo lado do
giro e jogando o corpo também para esse mesmo
lado, manter a vela na configuração e,
posteriormente, fazer variar as energias. É óbvio
que a intensidade e a brusquidão do acionamento
do freio dependerá sempre da energia com que
a vela se encontra no momento da conexão e, na
minha opinião, para se fazer isto pela primeira
vez é imperativo que o piloto esteja sendo orientado
por um instrutor competente e sobre a água.
Note-se que é esta configuração
de espiral ("regular spiral"), e que normalmente
não atinge mais de 14 m/s de taxa de descida,
a manobra utilizada como parâmetro para os testes
DHV. A decisão do órgão de testar
os parapentes em espirais deste "tipo" foi
tomada em 1997, tendo em vista que nos anos anteriores
os técnicos do DHV já haviam feito uma
pesquisa junto a diversos cursos de simulação
de incidentes de vôo - SIV onde ficara verificado
que a grande maioria dos pilotos não conseguia
fazer (ou simplesmente não fazia) uma espiral
com mais de 14 m/s de taxa de descida. Isto, aliado
ao fato de que não se encontrava o porquê
de parapentes que "tinham tudo" para terem
homologação baixa não saírem
espontaneamente de algumas espirais, geralmente espirais
com mais de 14 m/s de taxa de descida, fez com que a
partir de 1997 todos os testes de homologação
passassem a levar em conta apenas espirais com até
esta taxa de descida (14 m/s), o que hoje consta do
Airworthiness Specifications for Hang Gliders and Paragliders
daquele órgão.
Portanto, é verdade sim que um parapente homologado
DHV 1-2 deve sair espontaneamente de uma espiral, mas
isso só é certo para "regular spirals"
de até 14 m/s. Não estou dizendo aqui
que um parapente com baixa homologação
não saia espontaneamente de uma espiral mais
forte, mas tão somente que isto não é
garantido pelo DHV (obviamente que a garantia de que
aqui se trata só valerá se o parapente
estiver dentro das especificações nas
quais fora testado, inclusive com a selete homologada
e a ventral dentro das respectivas especificações).
Para complicar um pouco mais o problema, tem-se verificado
um acentuado aumento no número de acidentes (ou
mesmo "sustos") com modernos parapentes de
baixa homologação DHV, onde o piloto simplesmente
não sai da espiral e, normalmente, vai de encontro...
ao "criador".
Importante atentar para o fato de eu (ainda) não
estar sequer levando em consideração a
possibilidade do piloto "apagar" durante a
manobra, o que certamente explicaria uma eventual falta
de reação sua e também o resultado
final. O caso ora analisado é aquele em que o
piloto deixa de promover os comandos necessários,
confiando na saída espontânea da vela,
ou então tenta acionar o freio "externo"
e desiste, uma vez que o mesmo se torna "duro"
demais e a impressão que se tem é a de
que as linhas do freio iriam se romper caso o piloto
continuasse a forçá-la. Nestes casos,
se a vela for de homologação baixa e a
espiral de não mais de 14 m/s de taxa de descida
tudo bem, a vela seguramente sairá sozinha (repito:
desde que com selete homologada e a ventral dentro das
especificações de homologação).
Em todo caso, se se vai confiar somente na vela, é
bom tomar cuidado extra com o pêndulo que irá
ocorrer na saída da manobra. Às vezes,
o avanço assimétrico causado por esse
pêndulo resulta em colapsos e/ou "efeito
cascata" bem difíceis de se lidar.
Agora, se o piloto entrou numa outra configuração
de espiral ("over the nose"), geralmente com
taxa de afundamento superior a 14 m/s, ainda que por
desconhecimento, deverá sim comandar a saída,
mesmo que esteja voando com um parapente de homologação
baixa (especialmente se for um desses bólidos
modernos). Mais adiante passaremos a estudar esta "outra"
configuração.
A saída da"regular spiral"
Para se sair suavemente de uma "regular spiral"
forte é preciso não só jogar o
corpo para o lado oposto ao giro, como também
acionar o freio do lado "externo" progressivamente,
enquanto deixa-se de acionar o do lado interno, até
o ponto em que o parapente esteja passando dos 45º
graus de inclinação (com relação
ao horizonte) e, conseqüentemente, saindo da espiral.
Neste momento, deve-se parar com a progressão
de acionamento do freio "externo", mantendo-o,
todavia, acionado. O corpo também deve voltar
à posição normal de vôo enquanto
a vela está indo dos 45º para os 90º
em relação ao horizonte. Quando o parapente
estiver completamente perpendicular ao horizonte, o
piloto deve deixar de acionar também o freio
externo, fazendo com que o mesmo continue a girar em
torno de um eixo imaginário até dissipar
a energia acumulada e começar a espontaneamente
querer "subir para a cabeça". Na verdade,
como a força centrífuga diminui, o piloto,
com um peso superior ao da vela, tende naturalmente
a voltar para debaixo dela. Nesse caso, o piloto ainda
terá um pequeno pêndulo na saída
da espiral e com um tendência de um também
pequeno avanço assimétrico, mas aí
isto será facilmente controlável. A dica
é: se durante o(s) giro(s) de dissipação
de energia o parapente, ainda com muita energia, "começar
a subir rápido de mais para a cabeça",
ou então, se passar dos 90º graus com relação
ao horizonte, caso em que o piloto estará com
a vela ainda ao seu lado e com o bordo de ataque na
diagonal com relação ao horizonte, mas
apontando para cima, o piloto pode e deve acionar novamente
o freio do lado interno, procurando manter ao máximo
o parapente perpendicular ao horizonte até que
o excesso de energia se dissipe e a vela "volte
para a cabeça". Este re-acionamento do freio
"interno" é só para colocar
a vela perpendicular ao horizonte e, caso a mesma "passe
do ponto", deve-se soltar o freio "interno"
e tornar a acionar o "externo". E assim sucessivamente,
até a vela dissipar a energia excedente. Uma
outra dica é voltar a acionar ou pouco o freio
"interno" e soltar o "externo" quando
o parapente estiver "voltando para a cabeça",
criando-se uma certa "resistência" a
essa volta. O acionamento do freio "interno"
nesses casos dever ser muito sutil, isto é, o
suficiente para fazer com que a vela "suba"
o mais devagar possível. Se for em excesso, corre-se
o risco de voltar para a espiral e aí... começa
tudo de novo... se o piloto ainda tiver altura, é
claro. É bom esclarecer que tudo isso acontece
muito rápido e, se o piloto comanda a saída
corretamente, a taxa de afundamento durante os giros
de dissipação de energia torna-se desde
nula até muito baixa, o que neutraliza, de certa
forma, o problema da perda de altura durante a saída.
Essa técnica de saída é a base
que os pilotos de acrobacia utilizam para fazer os seus
"giros da morte" a centímetros do chão.
Por que não sair da "regular spiral"
utilizando-se unicamente o corpo, como há tempos
vêm sustentando muitos pilotos? A resposta a esta
indagação requer um breve comentário
acerca dos movimentos da vela no que diz respeito aos
seus eixos roll, pitch e yaw.
Basicamente o piloto de parapente tem à sua disposição
duas formas de comandar a vela, por vezes, obviamente,
misturando-as: (1) o acionamento dos freios; e, (2)
o deslocamento do seu centro de gravidade (o que normalmente
chamamos de "jogar o corpo"). Embora a decomposição
em vetores do movimento da vela, nascido a partir dos
comandos acima citados, não seja tarefa das mais
simples, é fato público e notório
(pelo menos para os pilotos de parapente) que de acordo
com o comando utilizado (corpo ou freio ou a combinação
de ambos) a reação da vela tenderá
a intensificar o movimento do parapente em torno de
um ou mais dos eixos roll, pitch ou yaw. A utilização
do corpo, através do deslocamento do centro de
gravidade, faz sem dúvida o parapente entrar
em curva, mas acentuando a variação do
seu roll (embora os outros eixos também sejam
afetados). Ora, se queremos sair de uma espiral forte
e simplesmente "jogamos o corpo para o lado de
fora", mas sem acionar os freios, teremos resultado
sim nessa empreitada, mas não com a precisão
desejada para colocar a vela perpendicular com o horizonte
e anulando (ou tornando muito baixa) a taxa de afundamento,
tal qual acima descrito para a fase de dissipação
de energia. Isso porque para se colocar a vela com precisão
na posição perpendicular, lembrando-se
que numa espiral forte a vela está quase paralela
ao horizonte, o que se quer é atuar principalmente
no "yaw" da vela, colocando-a na posição
de dissipação de energia, e isso será
muito mais fácil e preciso se atuarmos o freio
externo (com uma ajuda no início da saída
do corpo também). De qualquer forma, acho que
o piloto deve experimentar num curso de Simulação
de Incidentes de Vôo (SIV) as diferentes técnicas
de saída de uma espiral forte e conferir por
si próprio as diferentes reações
da sua vela.
No próximo artigo darei continuidade a esta
matéria e falarei sobre a "outra" configuração
das espirais simétricas, a "over the nose
spiral" , assim como abordarei os aspectos fisiológicos
envolvidos no tema.
Até lá... e happy tumblings!
Ah, já ia me esquecendo... por "via das
dúvidas"... comande sempre a saída
de suas espirais.... ok?)
Marcelo "22" Borzino
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(1)
|
O item
2.2.12 do Airworthiness specifications for hang
gliders and paragliders do DHV, que disciplina os
testes de "diving spiral" assim dispõe:
"The paraglider has to be flown expeditiously
into a diving spiral with more than 14m/sec descent
rate out of the trim speed by asymmetric braking.
The brakeline has to be permanently pulled down
and released accordingly to avoid an asymmetric
stall. The stability of the spiral, the tendency
to spin, and the autonomous termination after brake
release, respectively the tendency to continue the
turn, have to be evaluated. The tendency to continue
the turn and the stability of the spiral will be
evaluated at a descent rate of 14m/sec, and the
termination characteristics is the main point for
the evaluation. The descent rate after 720°
of turn after the entry has to be determined. No
active steering support by shifting of bodyweight
will be given for this test flight maneuver, the
body has to follow the center of gravity. |
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| (2) |
O artigo
foi publicado em fevereiro de 2004 pela revista
inglesa Cross Country na coluna de Bruce Goldsmith
("Icaristics") e foi intitulado de "The
Death spiral". |
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