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Qual a importância do esporte na sua
vida?
Um dia o Junai me disse que o vôo livre
é viciante, na hora não tinha entendido.
Ele disse que o vôo livre é que nem
cocaína, quando entra no sangue vicia.
Acho que a única diferença é
que não faz nenhum mal a saúde.
Como foi sua trajetória no vôo.
Minha tragetória foi relativamente curta,
tenho apenas 6 anos no esporte e procuro, sempre
que posso, voar independente do lugar, minha evolução
dá-se muito em campeonatos. Desde que comecei
a participar, aprendi muito.
Quais são os tipos de vôos de
sua preferência?
Gosto muito de cross crountry, principalmente
se voando com meus amigos, caso contrário,
prefiro triangulações, pois me ajudam
muito no treino para os campeonatos.
Quais os locais de vôo de sua preferência?
Meu lugar predileto sem dúvidas é
Andradas, até porque, é o lugar
que constumo treinar e fica relativamente próximo
de São Paulo. É um lugar que oferece
diversos tipos de vôo, o resgate é
fácil e tem inúmeras opções
de pouso. Proporciona um vôo técnico
com grandes quantidades de térmicas tendo
muitas opções de tiradas.
Costumo dizer que quem voa bem em Andradas irá
voar bem em qualquer lugar. Brasilia é
sem dúvidas um lugar alucinante. Para asa,
costumo dizer que Brasilia é o Havai do
vôo livre, sempre com térmicas fortíssimas
e gigantescas. Pouso é o que mais tem.
Além do que proprorciona você, no
meio da cidade, pousar em frente aos Ministérios.
O que você mais gosta no vôo livre?
A intregração entre as pessoas,
diferente do surf, no vôo, quanto mais pessoas
estiverem voando melhor, pois é muito chato
voar sozinho.
Quais as competições que já
participou?
Já participei de etapas reginais como o
Carioca, Catarinense, Gaúcho e Mineiro,
além dos campeonatos Paulista e Brasileiro.
Quais títulos já conseguiu?
Vice-campeão Paulista individual 2000,
bi-campeão Paulista por equipes em 2000
e 2001, recordista mineiro em distância
declarada em 2002, 3º lugar no Campeonato
Brasileiro (ascendente) em 2003, 1º lugar
no ranking Paulista 2004, 4º lugar no Campeonato
Brasileiro (Elite) em 2004. Esta última
colocação me deu a oportunidade
de integrar a Equipe Brasileira em 2005, para
o mundial que foi realizado na Austrália
na cidade de Hay.
Fale sobre o mundial.
Isto é uma coisa que me deixou muito chateado.
Nenhum integrante da equipe brasileira foi, por
falta de patrocínio. É a primeira
vez que não houve nenhum brasileiro no
mundial e, além do mais, tinhamos perfeitas
condições de trazer o título,
tanto por equipes como individualmente.
Para competir é fácil de conseguir
patrocínio?
Este esporte infelizmente não é
muito divulgado pela mídia, por isso não
temos muita facilidade de conseguir patrocínio.
Mas isso tem mudado bastante, hoje, temos vários
canais de televisão que mostram competições,
pessoas voando, sites especializados e outros.
Você tem patrocinio?
Tenho a Prorider que me pagam em óculos,
tenho uma cota mensal, além do que, sempre
me repassam cotas extras quando tenho campeonatos.
Tenho também, a Ondas do Ar, que representa
a Moyes aqui no Brasil, a Rotor Harnness, empresa
que fábrica o bullet, considerado um dos
melhores do mundo. Eu o acho o melhor.
Quais são seus planos para o esporte?
Tenho o esporte como diversão e qualidade
de vida. Pretendo me divertir cada vez mais.
Em 2005 quero ser campeão Paulista, ficar
entre os 6 primeiros no campeonato Brasileiro.
Vou me dedicar também para bater o recorde
Paulista de Cross Crountry que é de 293km.
Troquei de asa no começo deste ano e ainda
estou me adaptando com este equipamento, pois
seu vôo é bem diferente da outra
asa que voava. Os melhores pilotos do mundo voam
com esta nova asa.
Fale dos amigos, namorada e de como os familiares
encaram o esporte.
O legal deste esporte é que fazemos muitos
amigos, pessoas que não têm interesse
pelo que você tem. Meus familiares têm
um certo receio até hoje, mas não
interferem e sei, que no fundo, se orgulham. Quanto
à namorada, ela costuma viajar comigo e
me dá muita força.
O esporte mudou ou afetou a vida que levava?
De certa forma mudou, vou muito menos para a praia
e conheço lugares que não iria conhecer.
Conte alguma estória que seja marcante.
Um dia pousei em Albertina. Esta cidade fica próximo
à Jacutinga. No sítio havia uma
casa humilde e percebi que as pessoas me olhavam
pela janela que estava encostada. Somente depois
que tirei meu equipamento, capacete, bullet, abriram
as janelas. Imagino que as pessoas achavam que
eu fosse algum extra-terrestre ou coisa parecida.
Acredite se quiser.
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| Michel decolando
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