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O Paulinho é um dos assíduos hóspedes
da pousada e se dispôs a responder algumas perguntas
para nós.
Quais os locais que gosta de voar?
Os dois locais onde mais gosto de voar são Andradas
e Santa Rita do Sapucaí. Em Andradas é
bem legal porque a estrutura do local faz com que o
voador e sua família consigam aproveitar todo
o tempo ser divertir de várias formas seja, voando,
fazendo uma caminhada ou até mesmo tomando um
banho de piscina olhando para a rampa. Em Santa Rita
do Sapucaí a estrutura também é
boa.
O que mais você gosta no mundo do vôo
livre?
O esporte tem vários estímulos. Você
tem a oportunidade de criar uma aliança de amigos
e aprende a conviver respeitando a natureza. Particularmente
gosto muito dos campeonatos é um momento mágico
onde qualquer rampa, seja ela pequena, média
ou grande. Ficam coloridas cheias de gente bonita e
de feras.
Como foi sua trajetória no vôo?
Desde o início, pude contar com dois amigos mais
expedientes no vôo, Amílcar e Cleber. Eles
me deram dicas sobre o vôo e sobre meu equipamento.
Conforme fui amadurecendo, a família do vôo
foi crescendo e com isso a troca de conhecimento também,
hoje tenho o prazer de falar que grande parte do meu
conhecimento veio devido à troca de informação
com essa família do vôo.
Quais equipamentos já pilotou?
Comecei com um Fênix2 da Nova DHV 2, após
2 anos peguei um Vertex da Nova DHV 2-3 voei um ano
e meio e peguei o Bagheera da APCO DHV 2.
Quando iniciaram os vôos de cross?
Meus primeiros vôos iniciaram por volta do final
de 2002. Comecei fazendo uma tirada de duplo com minha
namorada onde fiz 33 km em Santa Rita do Sapucaí.
O Cezar da Pousada Pico do Gavião foi o cara
que me deu os primeiros conselhos e as primeiras dicas
para uma boa tirada.
Já participou de competições?
Sim. Participei de eventos na baixada Santista e no
2º ENP de Andradas.
Alguma vez já pensou em parar de voar?
Não, não mesmo.
Conte como conseguiu o 1º lugar no 2º
ENP.
Bem, primeiro é justo que eu diga que esta vitória
não foi só minha, mas sim de todos os
amigos que participaram direta e indiretamente. Com
relação ao meu vôo, minha idéia
era sair no pelotão dos feras. Por sorte consegui
sair no momento exato. Durante todo o vôo tive
que voar com o speed acionado pois o pessoal anda rápido,
uma média de 45 km/hora. Quando dei um vacilo
o pelotão tomou distância e tive que voar
sozinho. Neste momento todas as dicas e discussões
sobre vôo de tiradas com os amigos fizeram a diferença,
pois não havia ninguém durante duas horas
e meia para me ajudar a procurar térmicas.
Após passar essas duas horas e meia voando sozinho
encontrei o Moacir com seu Bomerang vermelho e azul
no sentido de Campinas foi um alívio, pois pude
contar novamente com a experiência de um fera
na tirada, pegamos uma ultima térmica juntos
e chegamos a 1000 mts. da rampa. A partir daí
foi só socar o pé no speed novamente e
partir para Campinas.
Quais são seus planos para o esporte e pretende
mudar de equipamento?
Meus planos com o esporte até o momento é
continuar somente como hobby. Trocar de equipamento;
nem pensar! O bagheera tem muito a ser explorado.
Conte-nos uma de suas estórias.
Tem uma estória que já circulou na lista
de ParapenteBR. É a estória do mergulhão
na térmica. Foi assim:
Estava eu e meu fiel escudeiro de vôo Cezão
da Pousada Pico do Gavião em mais uma de nossas
tiradas sentido a Santa Rita do Sapucaí. Quando
chegamos em Ipuiuna parecia que haviam aberto a ralo,
a condição ficou fraca e eu e o Cezão
ficamos num zero a zero danado quando, de repente, explodiu
uma térmica. Só que quando a térmica
surgiu um ser estranho a estava compartilhando conosco.
Era um mergulhão. O danado mal sabia rodar na
térmica eu e o Cezão não parávamos
de rir, pois sabíamos que no momento que contássemos
o fato para a galera seríamos motivo de piada.
Mas, mesmo assim, continuávamos a rir e a rodar
com o bichinho na térmica até que ele
escorregou e pregou.
No pouso fique em silêncio para ver se o Cezão
tocava no assunto e como era previsto ele não
abriu o pico, então eu tive que perguntar. Aquilo
que vimos era realmente o que estou pensando? Começamos
a rir e a comentar o fato. Foi um acontecimento que
não esqueceremos.
Fale também dos amigos e de como seus pais encaram
o esporte.
Meus amigos são extremamente especiais é
muito bom quando estou perto deles. Sinto-me vivo e feliz.
Adoro compartilhar as brincadeira, tirar um sarrinho e
ouvir uma piada. Quanto aos meus pais, no inicio, não
sabiam do esporte, mas um dia cheguei em casa com meu
equipamento e disse - Mãe isto é um paraglider
vai ficar no meu quarto OK? Ela disse - Para o quê?
Hoje as coisas já estão mais claras. Quando
vou viajar ela me diz - Tchau moleque. Bom vôo.
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