|
Como e quando começou a voar?
Comecei a voar com 18 anos de asa delta. Naquela
época não existia parapente. Sempre
gostei de vôo-livre e um amigo que estava
aprendendo me chamou para conhecer. Depois ele
parou e eu continuei. Aos 28 anos passei para
o planador e aos 36 para o parapente. Meus amigos
da época de início de vôo
foram o Rui Marra, Paulinho Platino Coelho, já
falecido, e o Curumim, que está se recuperando
de um grave acidente.
Como foi sua mudança da asa delta para
o parapente?
Quando mudei para Caçapava, em São
Paulo, ao lado da minha casa existia um aeroclube
chamado Ipuã. Logo me apaixonei pelo vôo
à vela (planadores). Voei muitos anos e
cheguei a ser instrutor de planador no clube.
Após meu desligamento, um amigo e presidente
do clube, sofreu um acidente de planador e morreu.
Deixei o planador de vez e mergulhei no parapente.
Meu instrutor, foi o Zé Mário de
Caraguatatuba. Logo de início fui apresentado
à Santa Rita do Sapucaí. Ainda me
lembro do primeiro dia que estive na rampa. Ouvia
os pilotos gritarem nos rádios: 10, 9 metros
por segundo! Os pilotos decolavam para cima e
subiam até entubar. Fiquei impressionado
e imediatamente decidi que dali não sairia
até conseguir fazer o mesmo. Fui ficando,
aprendendo e acabei me tornando presidente do
clube. Ainda não sei nada de vôo,
continuo curioso e perguntando sempre. Não
me acomodo e continuo apaixonado por voar.
Você participou da fundação
da ABP?
Sim, junto com o Arturzinho e o Cláudio
Consolo, mas depois de muito brigar, fiquei cansado
e abandonei o barco. Pedi desculpas públicas
a todos que ofendi e comecei nova vida. Sou muito
amigo do Carlos Trotta e do Bruno da ABVL e AVLRJ.
Sou muito grato a eles pela especial acolhida
quando visito o Rio de Janeiro da minha infância.
Quais os locais que gosta de voar?
Minha paixão é Santa Rita do Sapucaí,
depois Andradas, Rio de Janeiro e Pico Agudo.
Você é um freqüentador assíduo
de Santa Rita?
Freqüento a cidade todo final de semana,
feriado e férias. Sou mais local que os
moradores. Estamos reformando a rampa, reerguendo
o clube e legalizando as operações
de vôo.
Fale qual a importância do esporte em
sua vida?
Para mim é fonte de lazer, relaxamento
e passeio. Tenho grandes amigos e fazemos a maior
bagunça quando estamos juntos. Gosto de
aproveitar a vida, ser feliz e nunca mais ofender
quem quer que seja. Desejo apenas paz e tranqüilidade.
O mais você gosta no vôo livre?
Da natureza que é nossa parceira incondicional.
Da beleza das montanhas e do contato com o céu.
Como foi sua evolução no vôo?
Sempre voei por prazer. Minha evolução
é decorrência da minha dedicação
e amor ao vôo.
Quais equipamentos já pilotou?
Apco Sierra, Apco Fiesta, Apco Presta, Nova Carbon
e Advance Sigma 5.
Quais são os tipos de vôos de
sua preferência?
Vôos locais com amigos e tiradas também
na companhia deles.
Já participou de competições.
Quais?
Pequenas competições locais.
Quais são seus planos para o esporte?
Meus projetos se concentram em continuar sendo
feliz. A alegria que o vôo me proporciona
é meu único desejo e ambição.
Você tem algum história do início
da prática que tenha sido pitoresca?
No meu sexto vôo solo, tive a minha maior
e única arborizada em Caraguatatuba. Graças
ao capacete integral salvei meus dentes e conheci
o Cezar da Pousada Pico do Gavião, que
me resgatou da árvore.
|