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Sérgio Lisboa

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Sérgio Lisboa com sua família
      

O Sérgio Lisboa, mora, trabalha, leciona e estuda em São José dos Campos. Está com 41 anos e começou a voar com 18 anos. Tem dois filhos, a Agnes e o Vítor. É casado com a paciente Márcia. Nasceu e foi criado no Rio de Janeiro.

É delegado de polícia, empresário e professor universitário. Faixa preta 4º Dam pela confederação brasileira de Jiu Jitsu. É instrutor e, atualmente, tem dois alunos campeões mundiais: a Poliana, tri-campeã mundial e o Brodinho, campeão mundial, além de vários alunos campeões brasileiros e paulistas. É fundador e presidente da Liga Jiu-Jitsu do Brasil.

O Lisboa é um amigo e frequentador da pousada e respondeu algumas perguntas para nós.


Como e quando começou a voar?
Comecei a voar com 18 anos de asa delta. Naquela época não existia parapente. Sempre gostei de vôo-livre e um amigo que estava aprendendo me chamou para conhecer. Depois ele parou e eu continuei. Aos 28 anos passei para o planador e aos 36 para o parapente. Meus amigos da época de início de vôo foram o Rui Marra, Paulinho Platino Coelho, já falecido, e o Curumim, que está se recuperando de um grave acidente.

Como foi sua mudança da asa delta para o parapente?
Quando mudei para Caçapava, em São Paulo, ao lado da minha casa existia um aeroclube chamado Ipuã. Logo me apaixonei pelo vôo à vela (planadores). Voei muitos anos e cheguei a ser instrutor de planador no clube. Após meu desligamento, um amigo e presidente do clube, sofreu um acidente de planador e morreu. Deixei o planador de vez e mergulhei no parapente.

Meu instrutor, foi o Zé Mário de Caraguatatuba. Logo de início fui apresentado à Santa Rita do Sapucaí. Ainda me lembro do primeiro dia que estive na rampa. Ouvia os pilotos gritarem nos rádios: 10, 9 metros por segundo! Os pilotos decolavam para cima e subiam até entubar. Fiquei impressionado e imediatamente decidi que dali não sairia até conseguir fazer o mesmo. Fui ficando, aprendendo e acabei me tornando presidente do clube. Ainda não sei nada de vôo, continuo curioso e perguntando sempre. Não me acomodo e continuo apaixonado por voar.

Você participou da fundação da ABP?
Sim, junto com o Arturzinho e o Cláudio Consolo, mas depois de muito brigar, fiquei cansado e abandonei o barco. Pedi desculpas públicas a todos que ofendi e comecei nova vida. Sou muito amigo do Carlos Trotta e do Bruno da ABVL e AVLRJ. Sou muito grato a eles pela especial acolhida quando visito o Rio de Janeiro da minha infância.

Quais os locais que gosta de voar?
Minha paixão é Santa Rita do Sapucaí, depois Andradas, Rio de Janeiro e Pico Agudo.

Você é um freqüentador assíduo de Santa Rita?
Freqüento a cidade todo final de semana, feriado e férias. Sou mais local que os moradores. Estamos reformando a rampa, reerguendo o clube e legalizando as operações de vôo.

Fale qual a importância do esporte em sua vida?
Para mim é fonte de lazer, relaxamento e passeio. Tenho grandes amigos e fazemos a maior bagunça quando estamos juntos. Gosto de aproveitar a vida, ser feliz e nunca mais ofender quem quer que seja. Desejo apenas paz e tranqüilidade.

O mais você gosta no vôo livre?
Da natureza que é nossa parceira incondicional. Da beleza das montanhas e do contato com o céu.

Como foi sua evolução no vôo?
Sempre voei por prazer. Minha evolução é decorrência da minha dedicação e amor ao vôo.

Quais equipamentos já pilotou?
Apco Sierra, Apco Fiesta, Apco Presta, Nova Carbon e Advance Sigma 5.

Quais são os tipos de vôos de sua preferência?
Vôos locais com amigos e tiradas também na companhia deles.

Já participou de competições. Quais?
Pequenas competições locais.

Quais são seus planos para o esporte?
Meus projetos se concentram em continuar sendo feliz. A alegria que o vôo me proporciona é meu único desejo e ambição.

Você tem algum história do início da prática que tenha sido pitoresca?
No meu sexto vôo solo, tive a minha maior e única arborizada em Caraguatatuba. Graças ao capacete integral salvei meus dentes e conheci o Cezar da Pousada Pico do Gavião, que me resgatou da árvore.



Fale um pouca da esposa, amigos e de como os familiares encaram o esporte.
Minha esposa ama voar, subir à rampa, resgatar e cuidar de mim. Sou um felizardo! Meus amigos são antigos e corajosos. O Cezar foi o meu primeiro amigo dentro da prática do parapente. A galera de Santa Rita do Sapucaí, do Clube Sul Mineiro de Vôo Livre-CSMVL, me ensinaram a voar e a respeitar a natureza.

Conte alguma estória de alguma roubada ou de algo divertido que lhe tenha acontecido ou seja marcante.
Quando ainda era muito novato no parapente, fui sugado em um congestus e foram o minutos mais tensos da minha vida. Depois de pousar eu ainda tremia de frio e medo.

 
Lisboa com seu Sigma 5